A Vívian, prima da Lívia, outro dia nos mandou um e-mail, perguntando como estavamos, porque pelo Blog lhe parecia que a vida aqui está ótima. Não é bem assim. Prefiro ser positivo nos posts que coloco no ar, não para dar uma falsa impressão, mas uma pessoa chorona é muito chato não é? O que quero dizer é que as coisas não estão 100% do jeito que esperavamos antes de vir para cá.
Vamos começar relembrando as bençãos:
- Nossa cidadania saiu em um tempo milagroso, considerando as complicações do processo;
- Consequimos achar um apartamento muito bom em localização perto do centro de Pisa;
- Encontramos uma igreja e irmãos acolhedores;
- Perdermos peso, mesmo comendo muito bem;
- Fizemos algumas boas viagens como a Firenze, Roma e Torino;
Agora alguns pontos ruins, para os quais pedimos orações:
- A crise econômica está muito mais forte que no Brasil e ainda presente;
- Ainda não conseguimos bolsa de estudo para fazer mestrado;
- Não existe nenhuma oportunidade de trabalho concreta para o curto prazo;
- O custo de vida é maior que o planejado;
- Problemas com a minha pressão arterial, com pequenas elevações e dores de cabeça;
- Dificuldade de relacionamento com minha mãe no período que moramos juntos aqui.
Em tudo damos Graças, porque sabemos da promessa de Jesus para nós estarmos aqui. Este era um sonho antigo, mas foi com muito planejamento e com a confirmação de que é da vontade de Deus estarmos na Europa. Eu sou muito ansioso, ainda estou aprendendo a esperar no Senhor, e por isso estou com problema de pressão alta. Já perdi quase 20 kg, mas mesmo assim estou tendo que tomar remédio, controlar o sal e mudar algumas rotinas como fazer exercício.
Desde quando chegamos, devido as restrições de orçamento, tivemos que adaptar o nível de vida que tínhamos em São Paulo. Uma das coisas difíceis, só para citar um exemplo, foi ficar este período sem carro. Utilizando os meios públicos de transporte, por melhor que sejam (ao menos em relação ao Brasil), é muito desconfortável. Por exemplo na hora de fazer compras era complicado. Sempre com bolsas e mochilas pesadas, ainda tendo que caminhar. Todo o serviço doméstico somos nós que fazemos porque uma faxineira é impagável. Outro ponto, minha mãe teve que ficar com agente por três meses, dormindo na sala, em um colchão inflável. Este período não foi fácil para ela, nem para nós.
Mas, Graças a Deus, as coisas vão se ajeitando. Por exemplo, conseguimos encontrar uma boa oportunidade para comprar um carro. É um carro excelente para o que precisamos no momento e gastamos muito pouco para comprá-lo. Tá certo não é uma Ford Ranger top de linha, mas cabe nas vagas e ruas estreitas europeias, é super econômico e coube no nosso bolso!
Uma coisa que estamos aprenendo com isto tudo é darmos valor as coisas que temos no Brasil, que as vezes nos parecem básicas e simples. Na hora do aperto, em que precisamos dar um passo para trás para poder dar dois para frente, é que aprendemos a agradecer a Deus por tudo.
Em tudo dai Graças! Nada pode tirar nossa Paz, que é fundamentada em Jesus Cristo. Não são as adversidades, barreiras culturais e econômicas que nos colocarão para baixo. Estamos determinados porque confiamos Nele e nas experiências que Ele nos proporcionará aqui. Pedimos as orações de vocês para que Ele nos dê forças para continuar tentando, porque temos alguns sinais de que as coisas estão prestes a melhorar.




















