24/05/2009

Pitigliano, cidade nas alturas

Veja o álbum de fotos com todas as fotos desta viagem, clicando no link abaixo:


De volta a terra dos Barbini e Betti, famílias que se uniram no casamento de Domenico e Anastasia em 1922, aqui nesta cidade. Dois anos depois desenbarcaram no Rio de Janeiro, com a triste perda de sua primeira filha, vítima da travessia do Atlântico. Estes são os bisavós da Livia, que sofreram muito mas conseguiram vencer as dificuldades da emigração intercontinental.

Começamos nossa viagem por Grosseto, capital da província de mesmo nome, mas que não tem muitas atrações turísticas. Mas tem uma bela igreja, ruas largas, bem é bem arborizada. Fizemos um giro rápido para conhecer um pouco do centro, mas precisavamos pegar o ônibus para o interior da província, rumo as colinas.DSC09904 A cidade de Pitigliano é maravilhosa! A começar da pequena estrada que corta as montanhas, e que depois de uma curva uma imagem alucinante te pega de surpresa:DSC09946 A Graziana, sobrinha da Anastasia, e toda a sua família nos recebeu muito bem. A começar pela hospitalidade, boa comida, passeios e bate-papos. Todos muito gentis e acolhedores, e realmente nos sentimos em casa. Lembramos muito da Anna, mãe da Lívia, e suas irmãs, pois são realmente muito parecidas com os primos italianos. DSC00085 O Leonardo nos levou para um passeio muito agradável nas cidades de Sorano, Sovana e no seu sítio. O Michaele seu filho é uma figurinha, adora cortar a grama com o pai. DSC09979 DSC00008 Mas muito especial foram as conversas com a Graziana, que nos levou para conhecer as vielas, igrejinhas e cartões-postais da cidade, onde pudemos desfrutar de imagens maravilhosas.

DSC00026 DSC00030 Visitamos também as estradas escavadas que os etruscos faziam com a Laura e o Rocco, no domingo de manhã. Foram ótimos passeios.

DSC00041 Temos certeza que voltaremos a esta cidade que nos encantou por sua beleza, história e pela nossa família italiana, com pessoas tão especiais.

Roma!

Sempre fui muito curioso pela história da cidade e do império romano. Poder conhecer esta cidade, que mudou toda a história da civilização ocidental e que, mal ou bem, deu impulso ao cristianismo, era um dos sonhos que tinha quando vim para Itália. Neste último fim de semana consegui realizar.

Enquanto Lívia e eu estamos esperando a cidadania e também escolhendo o mestrado que pretendemos fazer, estamos procurando oportunidades de trabalho. Foi uma entrevista em Roma que nos proporcionou a oportunidade de conhecermos esta cidade. Foram dois dias apenas, mas que pudemos conhecer o centro histórico e um pouco do Vaticano.

Veja as fotos abaixo ou clicando nas figuras para o álbum completo.

21/04/2009

Emiglia Romana

Um colega me perguntou por e-mail como está a minha vida aqui, se já conheci a Itália inteira, se estamos viajando muito, etc.. Não é para turismo que estamos aqui, mas na medida do possível temos aproveitado. Como estamos investindo nosso tempo e recursos em nossa mudança para cá, passamos muito tempo estudando italiano e providenciando os documentos relativos à cidadania. Mas na páscoa demos uma trégua aos afazeres e resolvemos viajar. Fomos conhecer a bela região da Emiglia Romana.

Emilia romagna

Esta região faz parte do centro da Itália e fica a nordeste da Toscana, são separadas pela grande cadeia de montanhas chamada Apeninos. É uma das regiões em grande desenvolvimento econômico e turístico, banhada a leste pelo mar Adriático e com um patrimonio cultural importante. Nesta região, alguns dos produtos típicos italianos foram aprimorados ou originados, como o molho ragu (a bolonhesa), o queijo parmesão, a mortadela, o prosciuto crudo, o aceto balsâmico e o vinho lambrusco frisante. Hoje são famosos em todo mundo os produtos com origem principalmente de Parma, Modena e Bolonha. Nossa viagem previa que passessemos um dia em cada uma destas três cidades.

Começamos por Bologna, a capital da região, e descobrimos que aqui os italianos são muito gentis. Fomos muito bem recebidos e informados por todos os lugares que passamos. Ficamos em um albergue da juventude, um pouco longe do centro, mas não foi problema graças ao eficiente sistema de transporte público. Conhecemos o parque da idependência, onde fizemos um almoço do tipo piquenique. Assim degustamos todos os produtos típicos, com pães muito saborosos e em um lugar agradável. Compramos tudo no supermercado para pagar pouco, pois ainda faço parte do clube dos muquiranas.

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31/03/2009

O próximo passo da cidadania: Confirmação da Residencia

Depois de encontrado o apartamento e conseguir o contrato, mesmo sem o Permesso di Soggiorno (leia o outro post), nos dirigimos a Comune – ufficio demografico – para requisitar a residencia na cidade de Pisa. A lei italiana determina que o processo de cidadania feito aqui só pode ser feito para pessoas residentes legalmente no pais.

Diferentemente do Brasil, a prefeitura e um ministério chamado do interior, controlam onde os cidadãos estão morando. Quando um cidadão muda de cidade ou mesmo de país, ele deve informar a comune ou consulado e fazer o seu registro anagrafe. Acredito ser interessante para o controle de migração interna e externa e também para melhor policiamento. Os estrangeiros também tem que requerer a residência, mas para isto tem que estar aqui legalmente. A residência é confirmada in loco por um policial local.

Como escrevi no outro post, a confusão de informações entre os órgãos públicos é grande. Mas na semana passada conseguimos fazer a requisição de nossa residência. A princípio a funcionária do sportello (balcão de atendimento) pediu o famoso permesso di soggiorno e como ainda não tenho, não pude fazer. Mas conseguimos fazer a requisição para minha mãe. Voltei no outro dia e pedi para falar com o responsabile (que seria um supervisor de seção no Brasil) que confirmou a informação da Questura. Ou seja, os brasileiros não precisam de permesso di soggiorno até 90 dias da entrada na Europa.

Na semana passada o Vigile esteve em nossa casa, mas como minha mãe estava em viagem a Florença, não pudemos oficializar. Depois de duas semanas, sem poder sair no período da tarde, finalmente fizemos o reconhecimento hoje. Graças a Deus! Que alívio! Muito gentil aliás o Vigile, que claro nos tratou com a formalidade devida, mas conversamos e pode conhecer toda a família.

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Pelo menos conosco foi supertranquilo, não houve muito questionamentos porque a casa estava arrumadinha e plenamente adaptada para a moradia de três pessoas. Para os padrões europeus, um bilocale (quarto e sala) é mais que o suficiente.

O melhor de tudo é que agora poderemos dar seguimento ao processo de cidadania, com a entrega dos documentos ao Ufficio di Stato Civile. Em breve “postarei” mais novidades.

Lucca, a cidade do meu ancestral paterno

Como me disse um Pisano: Quando os americanos chegaram na lua o que eles encontraram? Um lucchese! Dizem que no século passado muitos deles foram tentar a vida mundo a fora. Meu trisavô, Alberto Grosi, talvez tenha sido um dos pioneiros porque saiu daqui precocemente, ainda no século XIX. O que levou ele a sair daqui? Guerra? Economia? Estas perguntas não consigo ainda responder, mas fui conhecer a cidade capital da província, também chamada Lucca.

A começar da pequena estradinha que liga Pisa a Lucca, a beleza natural é incrível aqui. Claro tudo diferente das paisagens brasileiras, sem a exuberância das nossas matas, mas com montanhas, árvores, vilas toscanas típicas e cidadezinhas rústicas. Vejam as fotos do caminho no Album que publiquei (link acima).

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Lucca é uma cidade com fortificação medieval, mas bem maior e melhor preservada que as de Pisa. Pudemos passear pelos muros e pelas vielas típicas foi muito interessante. Belas igrejas e até um campanário para concorrer com a Torre Inclinada de Pisa. Existe uma pouco de richa entre as pessoas das duas províncias.

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Praça com campanário ao fundo

Aproveitamos para conhecer museu, a casa de Puccini, o compositor é o filho mais ilustre da cidade, e até vimos uma ópera. O melhor é que foi de graça (este comentário é para os membros do Clube dos Muquiranas saberem que ainda faço parte do time). Para finalizar o dia com chave de ouro, o retorno nos reservou uma vista com por do sol da cidade de Pisa.

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